
O candidato do NOVO sentou numa bancada em Rolim de Moura, e o que saiu de lá foi uma hora de confissão: o pai, a esposa, um telefonema, um estranho num adesivaço e uma provocação que vai irritar muita gente. A gente assistiu tudo. Você vai querer ver.
Tem candidato que vai a podcast pra repetir discurso.
Ari Saraiva (NOVO), candidato a deputado estadual, foi ao Embaixada Cast, o podcast de fé e café de Rolim de Moura, e fez o contrário. Os apresentadores Cleober Freire e Paulo Leite perguntaram quem ele é. Ele respondeu.
A gente separou as cinco coisas que ele contou e que você não vai ver em outdoor.
Onze anos de idade. O pai, soldador, tinha acabado de receber o primeiro salário. Gastou metade numa bicicleta pro filho.
Quinze dias depois, roubaram.
"Imagina só a tristeza dessa criança."
Ari contou isso olhando pra câmera, quatro décadas depois, e o que veio em seguida explica muito sobre ele: o que esse pai fazia todo domingo com os dois filhos no sofá da sala. A gente não vai contar. Está no episódio.
Trinta anos de casamento completados em julho. E Joelma, segundo o próprio Ari, tem uma frase pronta sobre o marido. Ele repetiu na bancada, sem cerimônia:
"Eu gosto mais de servir do que ser servido. Quando eu recebo uma demanda, enquanto eu não resolvo, eu fico incomodado."
Elogio de esposa não vale como prova? Concordamos. Por isso, o item 3.
Ari ocupou a cadeira de deputado estadual por dois meses, como primeiro suplente. Prazo em que, sejamos francos, ninguém espera nada de ninguém.
Um servidor da Politec tinha o celular dele. Ligou. "Deputado, eu sei que é pouco tempo. Mas eu tenho uma pauta muito importante pro Estado."
Era um concurso de peritos, parado havia muito tempo. E enquanto ele dormia na gaveta, em Corumbiara e Pimenteiras o corpo de quem morria viajava até Vilhena pra autópsia. A família esperava um dia, um dia e meio.
"Eu estudei aquele processo por dois dias, até de madrugada." Disseram que não ia passar. Passou. Hoje tem perito daquele concurso trabalhando no Estado inteiro.
Como ele tirou isso da gaveta em dois meses, ele explica no episódio. Spoiler: envolveu uma madrugada e uma comissão.
Adesivaço, mais de cem carros. Um homem se aproxima e pergunta: "Ari, você não lembra de mim?"
Não lembrava.
O homem contou: tirou a primeira habilitação vendendo umas roupas que Ari tinha dado pra ele, vinte anos antes. E contou o que Ari tinha feito pela família dele naquela época.
Ari nunca usou isso em palanque. Só contou no podcast porque perguntaram o que é servir. O que ele fez pela família do homem fica no episódio.
No meio de uma resposta sobre saúde, ele parou, olhou pra câmera e soltou:
"Você não quer saber de política? Beleza. Então os maus vão continuar. Vão continuar reinando sobre os bons. Porque os bons não querem."
E emendou a frase que já está virando corte: "A gente tem uma bazuca na mão. E muitas vezes a gente não sabe usar."
A bazuca é o voto. Ele diz quem pode deixar ela guardada e quem não pode. E diz por quê.
"Não é uma passagem. São duas. Não é uma diária de hotel. São duas." Tudo isso pra fazer um exame. E o motivo de ele repetir, com o orçamento do Estado mais do que dobrado, que "dinheiro tem, o que não tem é gestão".
Quem assiste até o fim ainda descobre por que a saúde é promessa em toda eleição há quarenta anos e continua igual. A palavra que ele usa pra explicar não é "dinheiro".
Assista ao episódio completo do Embaixada Cast em https://www.youtube.com/watch?v=ubf96QyvVss&t=136s
Os recortes estão no Instagram @arisaraiva.ro, onde se reúnem os que se importam com Rondônia. Ari Saraiva é candidato a deputado estadual pelo NOVO, número 30123. Trinta... um, dois, três. Rondônia, o que é seu tem que chegar!

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