Terça, 15 de Setembro de 2026
23°C 39°C
Ji-Paraná, RO

Fintechs investigadas movimentaram R$ 26 bilhões em operações atípicas

Operação Fluxo Oculto mira lavagem de dinheiro do PCC

28/05/2026 às 17h05
Por: Rose Lopes Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
© Polícia Federal
© Polícia Federal

As seis fintechs investigadas na Operação Fluxo Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) , movimentaram juntas R$ 26 bilhões em operação atípicas, segundo o secretario especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas.

A operação foi uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal. A investigação tinha como alvo a lavagem de dinheiro feita pelo Primeiro Comando Capital (PCC) por meio das fintechs.

Só uma delas movimentou, em dinheiro vivo, mais de R$ 1 bilhão, o que nem deveria ser possível no caso das fintechs . Claramente, um sinal de lavagem de dinheiro de recursos do crime organizado”, disse Barreirinhas, durante entrevista coletiva.

Segunda fase da Operação Carbono Oculto , a ação foi deflagrada em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Vácuo regulatório

O secretario afirmou ainda que o trabalho feito hoje só foi possível graças às mudanças no funcionamento das fintechs feitas pela Receita Federal no ano passado :

“É importante lembrar que tínhamos, no Brasil, um vácuo regulatório, um vácuo de governança que permitia às fintechs atuarem sem a mesma transparência, sem os mesmos deveres que são impostos há duas décadas aos bancos e às demais instituições financeiras".

"Quando a Receita Federal foi fechar esta brecha, no ano passado, fomos vítimas da maior onda de fake news da história da Receita”.

Para Barreirinhas, há a convicção de que o caminho atual é o correto: “É assim que vamos combater com efetividade e derrotar as organizações criminosas, destruindo seu pilar financeiro com muita cooperação, com muito compartilhamento de inteligência e com operações conjuntas como a de hoje”.

PCC se reestruturou

Segundo o MP paulista, o PCC não deixou de atuar na lavagem de dinheiro e no desvio de nafta (solventes petroquímicos), mesmo após a operação Carbono Oculto, que aconteceu no ano passado.

De acordo com os promotores, a organização criminosa se reestruturou e expandiu suas operações, mantendo assim o mesmo padrão de crimes que já fazia no passado.

Durante a Carbono Oculto, descobriu-se que o PCC utilizava três fintechs. Com sua reorganização, a facção passou a usar mais seis instituições financeiras deste tipo.

A ação desta quinta atacou, assim, diretamente o funcionamento dessas seis fintechs mencionadas pelo secretario especial da Receita. Elas atuavam através de contas abertas em bancos tradicionais – as contas-bolsão. O funcionamento dessas contas tornava possível camuflar a lavagem de dinheiro através de movimentações de difícil rastreio.

Através de investigações, as autoridades conseguiram detectar essas movimentações de capital, identificando de onde o dinheiro vinha e para onde ia.

A operação desta manhã cumpriu 59 mandados de busca e apreensão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ji-Paraná, RO
24°
Parcialmente nublado

Mín. 23° Máx. 39°

24° Sensação
2.07km/h Vento
56% Umidade
20% (0.27mm) Chance de chuva
07h02 Nascer do sol
07h04 Pôr do sol
Qua 43° 26°
Qui 42° 27°
Sex 42° 27°
Sáb 40° 28°
Dom 40° 25°
Atualizado às 07h08
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 -0,29%
Euro
R$ 5,93 -0,25%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 418,490,33 -2,52%
Ibovespa
185,500,88 pts -0.91%
Publicidade