Ji-Paraná, RO, 04 de setembro de 2025 – Em uma sessão marcada por tensão e forte apelo emocional, a Câmara Municipal de Ji-Paraná cassou, por unanimidade, o mandato do vereador Wellington Negão na manhã desta quinta-feira. Com 16 votos favoráveis, a decisão foi tomada após denúncias graves de recebimento de propina relacionadas a abonos salariais de professores, conforme relatado pelo vereador Wesely Brito, relator do processo.
Segundo o relatório apresentado, Wellington Negão, juntamente com os vereadores Elvis Gomes e Isaú Fonseca, teria recebido valores indevidos, sendo apontado que Negão embolsou inicialmente R$ 100 mil em propina. A acusação sustenta que Negão, utilizando-se de sua posição como presidente da Câmara, agilizou a tramitação de um projeto de lei apresentado por Elvis Gomes, favorecendo interesses escusos em troca de vantagem.
Ji-Paraná, RO, 04 de setembro de 2025 – Em uma sessão marcada por tensão e forte apelo emocional, a Câmara Municipal de Ji-Paraná cassou, por unanimidade, o mandato do vereador Wellington Negão na manhã desta quinta-feira. Com 16 votos favoráveis, a decisão foi tomada após denúncias graves de recebimento de propina relacionadas a abonos salariais de professores, conforme relatado pelo vereador Wesely Brito, relator do processo.
Segundo o relatório apresentado, Wellington Negão, juntamente com os vereadores Elvis Gomes e Isaú Fonseca, teria recebido valores indevidos, sendo apontado que Negão embolsou inicialmente R$ 100 mil em propina. A acusação sustenta que Negão, utilizando-se de sua posição como presidente da Câmara, agilizou a tramitação de um projeto de lei apresentado por Elvis Gomes, favorecendo interesses escusos em troca de vantagens financeiras. O relator enfatizou que o mandato de vereador não concede imunidade para infrações penais.
Durante a sessão, Wellington Negão fez um discurso em sua defesa, negando veementemente todas as acusações. Ele classificou o processo como um "julgamento político" e tentou sensibilizar os colegas, citando histórias pessoais e apelando por perdão. Negão alegou que o dinheiro depositado em sua conta seria proveniente de um empréstimo consignado e destacou que a aprovação do anteprojeto de lei mencionado não foi decisão isolada, mas contou com o voto de todos os 16 vereadores da Casa. Apesar dos argumentos, suas declarações não convenceram os pares.
A votação, que ocorreu em seguida, resultou na cassação unânime do mandato de Negão, refletindo a gravidade das acusações e a pressão pública por justiça. A decisão marca um momento significativo na política local, reforçando a mensagem de que atos ilícitos não serão tolerados, independentemente da posição ocupada.
O caso está relacionado às Operações Arauto e Arcana Revelada, deflagradas pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) em janeiro de 2025, que investigaram uma organização criminosa instalada na Prefeitura e na Câmara Municipal de Ji-Paraná entre 2020 e 2023. As operações apontaram um esquema de cobrança e recebimento de propinas para agilizar o pagamento de créditos judiciais de servidores da Secretaria Municipal de Educação, burlando normas de finanças públicas. O MPRO também requereu indenização por danos morais coletivos devido ao impacto do esquema na administração pública local.
A população de Ji-Paraná aguarda agora os desdobramentos das investigações, assim como a ação da Justiça relacionado ao caso.
A cassação de Negão é vista como um passo em direção à transparência e à responsabilização no legislativo municipal de Ji-Paraná.