
Se a eleição fosse hoje, Fernando Máximo e Marcos Rogério (caso ambos fossem candidatos, obviamente), disputariam o segundo turno para o Governo de Rondônia. E chegariam tecnicamente empatados, com uma pequena vantagem de menos de 1 ponto percentual para o médico-deputado. Pesquisa encomendada pelo Grupo Rondovisão e reproduzida no site Rondoniaovivo, nesta semana, mostra que os dois estão bem à frente dos demais nomes que, até agora, estão postos como possíveis concorrentes à cadeira de Marcos Rocha, no ano que vem. O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, vem em terceiro O senador Confúcio Moura surge como o quarto colocado; o ex-prefeito de Porto velho, Hildon Chaves, em quinto lugar, nesta corrida. O vice-governador Sérgio Gonçalves aparece em penúltimo, à frente apenas de Samuel Costa, do PC do B. O Instituto Paraná ouviu 1.545 eleitores em 36 cidades rondonienses.
Como há uma tendência de que Marcos Rogério não dispute o governo, mas sim a reeleição ao Senado, o quadro ficaria ainda mais positivo para Fernando Máximo. Ele, num eventual segundo turno contra Fúria, ganharia a eleição com cerca de 21 pontos. Ganharia fácil também de Confúcio Moura e de Hildon Chaves. Há apenas um cenário em que Fernando Máximo, segundo a Paraná, não chegaria muito à frente. Caso Ivo Cassol entrasse no páreo, ambos estariam empatados na faixa dos 17 pontos. Neste caso, o empate técnico envolveria também Marcos Rogério, se ele estivesse na disputa: ele teria um décimo a menos que Cassol e Máximo.
Neste momento, portanto, já que não se sabe ainda se Cassol conseguirá entrar na corrida pelo Governo e Marcos Rogério pode atender o pedido do ex-presidente Bolsonaro e disputar a reeleição ao Senado; já que a tendência de Confúcio Moura também é buscar a reeleição, a disputa ficaria mesmo entre Fernando Máximo, Adailton Fúria e Hildon Chaves, com chances bem menores para Sérgio Gonçalves. Ricardo Frota, do Partido Novo, não foi incluído na pesquisa. Até agora somente Hildon Chaves já colocou seu nome para o rol dos futuros candidatos ao Governo do Estado. Fernando Máximo já declarou que vai disputar e Sérgio Gonçalves também. Fúria anda tratando do assunto, mas não oficializou nada ainda.
É sempre importante ressaltar que faltam ainda pelo menos em torno de sete meses e meio para que as candidaturas comecem a ser colocadas e oficializadas. A pesquisa Paraná dá um retrato do momento, quando, na verdade, não há sequer pequenas mobilizações em direção à realidade da campanha, que engrossa mesmo a partir de março do ano que vem. Os nomes atuais podem ser acrescidos de vários outros e podem haver mudança de planos ou desistências pelo caminho. Mas é um norte, ainda tênue, mas um norte.
por sergio pires
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