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Cegonha, uma pequena máquina que guarda grandes histórias da Madeira-Mamoré

Quem olha para esse mecanismo feito de madeira e ferro não imagina as histórias que ele carrega. Mas há uma pessoa que nunca vai esquecer as avent...

11/10/2026 às 10h49
Por: Rose Lopes Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
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Movida manualmente pelos trilhos, a Cegonha permitia aos ferroviários percorrer pequenos trechos da linha e realizar serviços de manutenção
Movida manualmente pelos trilhos, a Cegonha permitia aos ferroviários percorrer pequenos trechos da linha e realizar serviços de manutenção

Quem olha para esse mecanismo feito de madeira e ferro não imagina as histórias que ele carrega. Mas há uma pessoa que nunca vai esquecer as aventuras, risadas e travessuras que viveu na famosa Cegonha.

Movimentada manualmente, a Cegonha era utilizada pelos ferroviários para percorrer pequenos trechos da linha, apoiar os trabalhos de manutenção e chegar com rapidez a locais que precisavam de atendimento. Mas, além de ser fundamental para o trabalho dos ferroviários, a Cegonha também garantia a diversão de Seu Moisés, que, na época, era apenas um menino na Candelária. Ele costumava andar com um grupo de cinco ou seis amigos. Foi naquela época que conheceu Paulo Shockness, ferroviário que, segundo sua lembrança, era “o mestre de fazer essas cegonhas”.

A risada surge no momento em que começa a contar a história que construiu uma memória que faz seu olhar ficar distante. Por alguns momentos, ele volta ao passado para lembrar, com detalhes, o dia que lhe rendeu muitas risadas.

A Madeira-Mamoré marcou a infância e a memória de Seu Moisés

Hoje, a Cegonha é também um símbolo de uma época que ajudou a formar Porto Velho. Preservar equipamentos como esse significa proteger não apenas uma peça histórica, mas tudo o que ela representa.

Por trás de uma estrutura de ferro e madeira, existem mãos de trabalhadores, histórias de famílias, desafios enfrentados ao longo da ferrovia e lembranças que resistiram ao tempo.

São memórias como a de Seu Moisés que transformam um equipamento histórico em algo maior: um elo entre o passado e o presente.

Para o prefeito Léo Moraes, valorizar a Madeira-Mamoré é também valorizar aquilo que faz parte da identidade de Porto Velho e da história do seu povo.

Já para o professor e historiador Aleks Palitot, preservar esse patrimônio é reconhecer o valor das histórias e das pessoas que ajudaram a construir Porto Velho ao longo do tempo.“A Cegonha representa muito mais do que um equipamento da Madeira-Mamoré. Ela guarda histórias de uma época e, principalmente, as memórias de quem viveu esse cotidiano. Preservá-la é garantir que lembranças como as de Seu Moisés continuem fazendo parte da história de Porto Velho.”

Hoje, a Cegonha já não percorre os trilhos levando trabalhadores para atender a uma emergência.

Ela atravessa o tempo por meio das lembranças de quem a conheceu de perto.

Preservar a Madeira-Mamoré é cuidar das histórias que deram vida a Porto Velho, das pessoas que deixaram suas marcas aqui e das lembranças que ainda conseguem arrancar um sorriso de quem as viveu.

Texto: Débora Oziel

Fotos: Mateus dos Santos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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