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Prefeitura instala sistemas de tratamento de água em Firmeza e Ilha de Assunção durante enfrentamento à estiagem
A Prefeitura de Porto Velho avançou nesta semana em mais uma frente de enfrentamento aos efeitos da estiagem no Baixo Madeira. As comunidades de Fi...
08/10/2026 13h39
Por: Rose Lopes Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO

A Prefeitura de Porto Velho avançou nesta semana em mais uma frente de enfrentamento aos efeitos da estiagem no Baixo Madeira. As comunidades de Firmeza e Ilha de Assunção, na região de Calama, receberam sistemas de tratamento de água PW-TECH, instalados por equipes da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC) e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

A iniciativa faz parte da Operação SOS Estiagem e busca criar uma solução diretamente nas localidades atingidas, ampliando a capacidade das famílias de terem acesso à água tratada sem depender exclusivamente do transporte contínuo de água por embarcações.

Firmeza e Ilha de Assunção estão entre as comunidades oficialmente incluídas no Decreto Municipal nº 22.515/2026 , que declarou Situação de Emergência por estiagem em Porto Velho. O documento registra problemas como redução da disponibilidade de água, secamento de fontes e dificuldades de captação e abastecimento em localidades rurais, ribeirinhas e indígenas.

No Baixo Madeira, o decreto cita expressamente Firmeza e Ilha de Assunção entre as áreas afetadas vinculadas ao Distrito de Calama.

DA RESPOSTA EMERGENCIAL PARA UMA SOLUÇÃO LOCAL

Materiais foram transportados de Porto Velho a Humaitá (AM) e, de lá, seguiram de barco para Calama, Firmeza e Ilha de Assunção

A instalação dos sistemas representa uma mudança importante na estratégia adotada pelo Município. Além da distribuição emergencial de água, a Prefeitura passa a implantar estruturas capazes de fortalecer a segurança hídrica dentro das próprias comunidades.

O Decreto de Situação de Emergência estabelece entre as ações prioritárias o abastecimento de água potável, a utilização de reservatórios, filtros e insumos de tratamento, além de medidas para restabelecimento da captação, tratamento e distribuição de água.

Para o TC PM Marcelo Duarte, Diretor Executivo e Supervisor das Ações da Defesa Civil, a iniciativa busca enfrentar o problema de forma mais estruturante.

“Desde o início da estiagem nós estamos levando água, alimentos e assistência às comunidades. Mas o nosso objetivo não pode ser somente transportar água todos os dias. Precisamos criar soluções dentro das próprias localidades. A instalação desses sistemas em Firmeza e na Ilha de Assunção representa exatamente isso: mais autonomia para a comunidade e uma resposta mais eficiente do poder público.”

A operação de instalação foi planejada por meio da Ordem de Operação nº 13/2026/SMPDC-GAB, que estabeleceu o deslocamento das equipes, o transporte dos equipamentos, a montagem dos sistemas, testes operacionais e treinamento dos moradores.

LOGÍSTICA COMEÇOU EM PORTO VELHO

Levar os equipamentos até as comunidades exigiu uma operação integrada por terra e pelo Rio Madeira

Levar os equipamentos até as comunidades exigiu uma operação integrada por terra e pelo Rio Madeira.

Os materiais saíram de Porto Velho em viaturas da Defesa Civil e da Seinfra com destino a Humaitá, no Amazonas. No município amazonense foi realizado o transbordo dos equipamentos para uma embarcação da SMPDC, seguindo posteriormente para Calama, Firmeza e Ilha de Assunção.

A própria Ordem de Operação previu o emprego de duas viaturas, uma da SMPDC e outra da Seinfra, além de embarcação da Defesa Civil para execução da missão.

O superintendente da SMPDC, Marcos Berti Cavalcanti, destaca que a logística do Baixo Madeira exige planejamento específico e atuação integrada.

A implantação dos equipamentos também contou com participação direta das próprias comunidades.

Em Firmeza e Ilha de Assunção foram preparadas previamente bases destinadas à instalação dos sistemas. O trabalho comunitário teve a participação de moradores e foi acompanhado por Silmar Gomes das Neves, que atuou voluntariamente na coordenação da montagem das estruturas necessárias para receber os equipamentos.

Silmar acompanhou também a equipe durante a instalação dos sistemas, verificando posicionamento, nivelamento das estruturas e os ajustes necessários. A Ordem de Operação registra sua participação específica na conferência das bases e no acompanhamento da montagem.

Para o morador, a participação da comunidade é fundamental para que a solução seja preservada e utilizada corretamente.

“A comunidade participou porque é uma estrutura que vai beneficiar todos nós. A gente ajudou a preparar as bases e acompanhou a instalação porque também temos responsabilidade em cuidar. Não é só receber o equipamento; precisamos aprender a usar, conservar e fazer com que ele continue atendendo as famílias.”

INSTALAÇÃO INCLUI TREINAMENTO

Em Firmeza, a equipe realizou a conferência da base, posicionamento do equipamento, montagem, fixação, conexões e testes de funcionamento. A programação também incluiu treinamento dos moradores para utilização, limpeza e conservação do sistema.

Na Ilha de Assunção, o procedimento foi semelhante, com vistoria da estrutura, montagem, ajustes, testes operacionais e capacitação da comunidade.

O treinamento é considerado parte essencial da ação, justamente para que moradores da própria localidade tenham condições de acompanhar o funcionamento cotidiano dos sistemas.

PRIORIDADE PARA SEGURANÇA HÍDRICA

O prefeito Léo Moraes ressalta que a resposta à estiagem precisa combinar atendimento emergencial com soluções capazes de reduzir a vulnerabilidade das comunidades nos próximos meses.

“Porto Velho tem um território imenso e realidades muito diferentes. Nas comunidades ribeirinhas, precisamos levar o serviço público até onde as pessoas estão. Esses sistemas representam uma solução concreta para quem enfrenta dificuldade de acesso à água. Nossa orientação é continuar trabalhando para que a resposta à estiagem não seja apenas emergencial, mas deixe estruturas que melhorem a vida das famílias.”

O Decreto nº 22.515/2026 registra que o Município já vinha mobilizando forças-tarefa terrestres e missões fluviais desde a segunda quinzena de agosto e reconhece a necessidade de ampliação das ações de abastecimento e segurança hídrica.

PRÓXIMOS PASSOS

Com a instalação dos sistemas em Firmeza e Ilha de Assunção, a Prefeitura amplia a estratégia de levar soluções descentralizadas de tratamento de água às comunidades afetadas.

A Defesa Civil continuará acompanhando o funcionamento dos equipamentos, as condições de abastecimento e as necessidades identificadas em campo durante o período de estiagem.

A medida integra o conjunto de ações coordenadas pela SMPDC dentro da Situação de Emergência e reforça a prioridade municipal de garantir água segura, assistência e capacidade de resposta às populações mais vulneráveis do território de Porto Velho.

Texto:Defesa Civil

Fotos:Defesa Civil

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)