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Casos de síndrome nefrótica já somam mais de 2,5 mil internações de crianças em SP nos últimos três anos

Mais de 2,5 mil crianças foram internadas com síndrome nefrótica no Estado de São Paulo entre 2022 e 2025.

29/07/2025 às 14h06
Por: Rose Lopes Fonte: Secom SP
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O tratamento inicial é medicamentoso, com a utilização de corticosteroides, terapêutica amplamente disponível na rede pública de saúde. Foto: Bárbara Prado/USP
O tratamento inicial é medicamentoso, com a utilização de corticosteroides, terapêutica amplamente disponível na rede pública de saúde. Foto: Bárbara Prado/USP

Mais de 2,5 mil crianças foram internadas com síndrome nefrótica no Estado de São Paulo entre 2022 e 2025, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os casos envolvem pacientes de até 12 anos, com tendência de crescimento ano a ano.

A condição rara que afeta os rins e compromete a filtração adequada de proteínas no organismo é mais comum na infância, requer diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.

Segundo o nefrologista Lazaro Silva, médico-assistente da Divisão de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), tanto crianças quanto adultos podem ter síndrome nefrótica, tendo alta prevalência em crianças, sendo considerada a doença renal mais comum nesta população.

“As crianças com síndrome nefrótica apresentam maior risco de infecções devido ao próprio status da doença e ao uso de medicações imunossupressoras que reduzem ou inibem a resposta do sistema imunológico do corpo, destacando a necessidade do acompanhamento médico”, pontuou.

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais simples, como a análise de urina (para detecção de proteinúria) e a dosagem de albumina sérica, ambos disponíveis na rede de atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).

O tratamento inicial é medicamentoso, com a utilização de corticosteroides, terapêutica amplamente disponível na rede pública de saúde. Devido ao risco aumentado de infecções, associado tanto à própria síndrome quanto à imunossupressão, é importante manter o esquema vacinal atualizado e garantir acompanhamento contínuo com nefropediatra.

Embora seja uma condição potencialmente grave, a síndrome nefrótica pode ser controlada e, na maioria dos casos pediátricos, curada, desde que diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada.

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