Política Rolim de Moura
“Os maus vão continuar reinando porque os bons não querem”: o alerta de Ari Saraiva em podcast a toda Rondônia, e a “bazuca” que ele diz que cada eleitor tem na mão
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09/09/2026 19h09 Atualizada há 5 dias
Por: Rose Lopes Fonte: Rondoalerta

No Embaixada Cast, em Rolim de Moura, o candidato a deputado estadual pelo NOVO deu nome a uma arma que, segundo ele, todo rondoniense carrega e quase nunca usa. Explicou por que o orçamento "mais do que dobrou" e a cirurgia continua dependendo de rifa, e contou o telefonema que virou concurso. O episódio está no ar.

A pergunta era sobre saúde.

No meio da resposta, Ari Saraiva (NOVO) parou, olhou para a câmera e mudou de assunto. "Muita gente fala: ah, eu não quero saber de política. Beleza. Você não quer saber? Então os maus vão continuar. Vão continuar reinando, regendo sobre os bons. Porque os bons não querem."

E completou: "A gente tem uma bazuca na mão. E muitas vezes a gente não sabe usar."

A bazuca é o voto. "A minha vida tá boa, a saúde tá boa, as estradas estão boas, o produtor tá contente? Então deixa do jeito que tá. Agora, tô indignado? É através do voto que muda."

O dinheiro dobrou. A rifa da cirurgia continua. Por quê?

A indignação dele começa por um número. O contabilista situa o orçamento do Estado em R$ 8 bilhões há quatro, cinco anos. Hoje, segundo ele, "praticamente mais do que dobrou".

Aí voltou à pergunta que já tinha feito a uma praça inteira em Ji-Paraná: quem nunca recebeu uma rifa de exame, de consulta ou de cirurgia?

Se o dinheiro dobrou e a rifa continua, o problema não é caixa. É outro. Ele deu o nome: "Dinheiro tem. O que não tem é gestão."

"Não é uma passagem, são duas": a conta de quem adoece longe de Porto Velho

Por exemplo, "Quando uma pessoa sai de Rolim de Moura e vai para Porto Velho, não é uma. São duas pessoas. Não é uma passagem. São duas. Não é uma diária de hotel. São duas." Tudo isso para fazer um exame. "Essa despesa a pessoa tira do próprio sustento para cuidar da saúde."

Ele lembrou, com os anfitriões Cleober Freire e Paulo Leite, da tragédia de abril do ano passado na BR-364: a ambulância que levava uma gestante de Vilhena para Porto Velho bateu numa carreta, e quatro pessoas morreram, além do bebê. "Não é só a gestante que sofre. É a família inteira."

Para o candidato, a cena não é nova. Há quarenta anos, menino ainda, viu o pai passar por três cidades do Cone Sul até ser transferido às pressas para Cuiabá. "Aconteceu com meu pai. Até hoje se repete. Será que a gente não pode mudar esse cenário?"

O caminho que ele defende tem nome: descentralização. "Se acontecer tudo a 700 quilômetros de distância, é muito chão." Deputado não constrói hospital, e ele não prometeu isso. O que prometeu foi não deixar o governo sossegar: "A casa de leis é o fator de pressão do governo do Estado. Se não tiver deputado em cima, todo mundo se acomoda."

O menino que teve a bicicleta roubada em quinze dias

Quem é Ari Saraiva? A resposta não veio em currículo. Veio em picolé, graxa de sapato e pudim que a mãe fazia, vendidos na rua de Colorado do Oeste por um menino filho de cearenses.

Aos onze, o pai, soldador e evangelista, gastou metade do primeiro salário numa bicicleta para ele. "Com quinze dias, foram lá e roubaram a minha bicicleta." Era o mesmo pai que, todo domingo, sentava os dois filhos no sofá para uma hora de Bíblia. "Perdi meu pai há dois anos. Mas meu pai é meu herói."

"Deputado, eu sei que é pouco tempo": o telefonema que tirou um concurso da gaveta

Nos dois meses em que ocupou a cadeira, em 2022, como primeiro suplente, um servidor da Politec ligou. "Deputado, eu sei que é pouco tempo. Mas eu tenho uma pauta muito importante para o Estado." Um concurso de peritos e agentes de criminalística, parado havia muito tempo.

Enquanto o concurso dormia, em cidades como Corumbiara e Pimenteiras, o corpo de quem morria tinha que ir até Vilhena para a autópsia. A família esperava um dia, um dia e meio.

"Eu estudei aquele processo por dois dias, até de madrugada." Disseram que não ia passar. Ele articulou e cobrou até o concurso ser votado e aprovado. Hoje, peritos e agentes daquele concurso trabalham no Estado inteiro.

O resumo veio em duas frases: "A roubalheira é um câncer. Mas quem engaveta também prejudica."

Três coisas que ele disse e que só estão no episódio

No fim, o candidato não pediu voto. Resumiu o que acha que o eleitor quer de um deputado: "As pessoas querem acesso. Querem trabalho. Querem que chegue na população."

A bazuca, ele lembrou, tem data: 4 de outubro. É a mesma ideia que a candidatura leva a cada palanque, no número e no lema: "Trinta... um, dois, três. Rondônia, o que é seu tem que chegar!"

Assista ao episódio completo do Embaixada Cast em https://www.youtube.com/watch?v=ubf96QyvVss&t=136s

Os recortes estão no perfil do candidato no Instagram, @arisaraiva.ro, onde se reúnem os que se importam com Rondônia. Ari Saraiva concorre a deputado estadual pelo NOVO, número 30123.