Entre passos de dança e desafios da vida, Elielza construiu uma trajetória que une arte, maternidade e dedicação à cidade
Filha de amazonenses, nascida e criada em Porto Velho, ela cresceu simples, estudou ainda criança na escola Rio Branco e, com o tempo, encontrou na dança um caminho para seguir em frente. Um caminho que a levaria a se tornar símbolo cultural da cidade.
Conhecida pelos figurinos coloridos, pelas asas de borboleta e pela alegria que espalha por onde passa, Elielza se tornou parte da memória afetiva da capital. Desde a década de 1990, ela promove festas gratuitas para crianças em datas comemorativas, levando arte e acolhimento às famílias.
Mas por trás da artista, existe a mãe. “Eu tenho três filhos. Todos cresceram, formaram suas famílias, e isso é uma alegria pra mim. Ser mãe é bom, principalmente quando eles são pequenos, quando a gente cuida, orienta, está perto”, conta.
A maternidade, no entanto, também trouxe desafios. Em meio à busca por espaço na arte e à vida nas ruas, ela precisou fazer escolhas difíceis. “Eu não fui uma mãe completa o tempo todo. Eu vivia na rua, dançando, buscando meu caminho. Mas nunca deixei de ver meus filhos. Sempre procurei estar perto, principalmente nos momentos importantes”, relembra.
Mesmo com os obstáculos, o vínculo nunca se perdeu. Entre apresentações e encontros nas praças, ela encontrou formas de manter o carinho e a presença. “Ser mãe não é fácil. A gente ensina, aconselha, tenta mostrar o melhor caminho. O importante é nunca deixar de dar conselhos, nunca deixar de cuidar.”
Com o passar dos anos, a Bailarina da Praça também viu sua vida mudar. O reconhecimento veio, e junto dele, novas oportunidades. “Quando eu comecei a trabalhar na prefeitura, foi uma emoção muito grande. Foi algo que eu não esperava. Para mim foi um presente de Deus.”
Hoje, além de continuar levando alegria para as praças, Elielza carrega uma mensagem que vai além da arte. Uma mensagem sobre respeito, família e amor. “No Dia das Mães, o que eu desejo é que os filhos tenham mais paciência, mais respeito. O melhor presente que uma mãe pode receber é isso. Amor e consideração.”
Neste Dia das Mães, a Bailarina da Praça representa tantas mulheres que, mesmo com desafios, seguem firmes. Mulheres que cuidam, que lutam e que encontram, na própria história, um jeito de espalhar amor.
Em cada giro, em cada sorriso, está a prova de que ser mãe vai muito além de qualquer dificuldade. É presença, é ensinamento, é coração.
Texto:Jhon Silva
Edição:Secom
Fotos:Arquivo
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)