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Hospital Mandaqui é o primeiro do SUS a usar vapor de água no tratamento da próstata

Conhecida como “Cirurgia Eletiva de Próstata”, a técnica consiste na aplicação de vapor de água diretamente no tecido prostático aumentado.

15/07/2025 às 18h20
Por: Rose Lopes Fonte: Secom SP
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Consagrada em centros médicos particulares no Brasil e no exterior, a técnica passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS. Foto: Divulgação/Governo de SP
Consagrada em centros médicos particulares no Brasil e no exterior, a técnica passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS. Foto: Divulgação/Governo de SP

O Complexo Hospitalar do Mandaqui, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), foi o primeiro hospital público do país a oferecer, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a cirurgia de próstata com uso do equipamento Rezum — uma tecnologia minimamente invasiva voltada ao tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que reduz o tempo de internação e preserva a função sexual.

Conhecida como “Cirurgia Eletiva de Próstata”, a técnica consiste na aplicação de vapor de água diretamente no tecido prostático aumentado, reduzindo seu volume e aliviando os sintomas urinários associados à HPB. O procedimento é eletivo, realizado com sedação semelhante à usada em endoscopias digestivas, e o paciente permanece na unidade por menos de quatro horas. Uma alternativa às cirurgias tradicionais, que podem levar até cinco dias de internação.

Consagrada em centros médicos particulares no Brasil e no exterior, a técnica passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS por meio de um projeto-piloto realizado em parceria entre o Conjunto Hospitalar do Mandaqui e a Associação Saúde, Direitos e Deveres a Todos (ADETODOS).

“O vapor destrói apenas o tecido em excesso da próstata, o que torna a técnica bastante segura”, explica Fábio Pardal, urologista chefe do Complexo Hospitalar do Mandaqui. Além da agilidade e da recuperação rápida, a tecnologia apresenta vantagens clínicas importantes, como a preservação da ejaculação e da função sexual masculina.

O projeto piloto foi viabilizado por meio de emenda parlamentar no valor de cerca de R$ 70 mil, o que permitiu a habilitação inicial de três procedimentos que foram realizados na última quinta-feira (10).

“A adoção dessa técnica representa uma grande oportunidade de redução das filas de cirurgias da próstata no SUS, já que dispensa a necessidade de internações prolongadas”, afirma o Vanderlei Almeida Rosa, diretor do hospital. A expectativa é de que, com os resultados positivos, a iniciativa seja ampliada para outros serviços da rede estadual.

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