Porto Velho, capital de Rondônia, é palco de uma realidade crua e cada vez mais alarmante, exposta em uma matéria que mostra a vida de centenas de pessoas em situação de rua e em constante luta contra a dependência química. A nossa equipe de jornalismo percorreu ruas e avenidas da cidade, revelando um retrato fiel do abandono social e da insegurança que afeta moradores e comerciantes das regiões.
Durante os trabalhos de tirar fotos e vídeos, é possível observar que o fluxo de pessoas em vulnerabilidade social ocorre a qualquer hora do dia ou da noite. Muitos perambulam de um lado para o outro, puxando carrinhos ou sacolas em busca de papelão, alumínio ou qualquer material reciclável que possa render alguns trocados. No entanto, a renda obtida com o trabalho informal frequentemente termina nas chamadas “bocas de fumo”, onde o dinheiro é trocado por pedras de crack, alimentando o ciclo do vício e fortalecendo a atuação do tráfico de drogas.
Outros pontos críticos incluem a região da rodoviária, o centro da cidade e importantes avenidas da capital. Nesses locais, é comum ver grupos de pessoas dormindo em calçadas, improvisando abrigos com pedaços de madeira e papelão. Muitos vivem dias inteiros sob o efeito de drogas, em estado de extrema fragilidade física e psicológica. Durante a escalada de trabalho do jornalismo, percebe-se a ausência de ações efetivas por parte da Prefeitura de Porto Velho e do Governo de Rondônia.
Até o momento, não há dados oficiais atualizados sobre a quantidade de pessoas vivendo em situação de rua na capital, nem programas robustos de acolhimento, tratamento ou reinserção social. A assistência social, quando presente, não consegue alcançar a complexidade do problema, deixando centenas, possivelmente milhares de cidadãos à própria sorte. Pois só são vistos, quando entram nas estatísticas das mortes violentas (acerto de contas).
Emquanto isso, o ciclo se repete: a rua, o vício, o crime e a negligência. não e apenas denuncia, mas também provoca a reflexão sobre o tipo de sociedade que estamos construindo e até quando iremos normalizar o abandono daqueles que mais precisam